A Páscoa é um dos momentos mais aguardados no ano pelos comerciantes por causa de seu grande potencial de vendas. Assim como outras datas comemorativas, é o momento em que o comércio se aquece e surgem oportunidades de emprego e renda extra. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Amendoim e Balas (Abicab), mais de 14 mil vagas temporárias já foram abertas para suprir a demanda do período em 2020.O segmento das permutas multilaterais também aproveita o período da festividade para ter bons retornos. Segundo o especialista em economia colaborativa, Rafael Barbosa, os períodos festivos são boas oportunidades para quem quer aumentar a renda. “Aqueles que têm um tempo ocioso e querem empreender, podem trocar seus produtos ou serviços e ganhar uma renda extra”, explica Barbosa, que também é diretor e fundador da plataforma de catira XporY.com.

Na plataforma, empresas e profissionais liberais oferecem os mais variados serviços e produtos em troca de outros. As operações são negociadas na moeda virtual X$, que é equivalente ao Real. Quem resolveu apostar nesse sistema de trocas foi a empresária Diana Correia de Macedo. Ela oferta pirulitos de chocolate e ovos de colher há cinco anos na plataforma e estima em 70% o crescimento das trocas durante a Páscoa. “Junto com o Natal, é o melhor momento do ano. Nesse período, sempre conto com a ajuda do meu esposo e da minha filha para conseguir atender as demandas e atendo a média de 80 pessoas antes e durante a Páscoa. Cada cliente sempre pede mais de uma unidade, o que acaba rendendo bons resultados”, explica a empresária, afirmando que os campeões de vendas são os ovos de colher que ela faz de 250, 350 e 500 gramas. Já os sabores são bem variados, como paçoquinha, mousse de maracujá, prestígio, tentação, brigadeiro e caipirinha. “O cliente sempre tem a liberdade para montar o ovo com os sabores e a cobertura que preferirem”, completa.

Diana ainda afirma que, somente por meio das permutas, durante o período da Páscoa ela consegue uma renda extra média de X$ 1.200. Com o valor que soma em moedas digitais ela já comprou vários itens para presentear a filha e o esposo. “Já consegui comprar celular, notebook, perfumes e até viagem para Caldas Novas (GO) em X$”, ressalta Diana. Outra empresária que também aproveita a Páscoa para faturar uma renda extra é Alexandrina Alves. Ela aliou seus dotes culinários e criatividade para abrir a Hamí — Arranjos Comestíveis, onde produz os mais variados arranjos comestíveis, de mini arranjos com bolo de cenoura e brigadeiro a um inusitado buquê de coxinha de frango com catupiry e bacon.

No ano passado eu criei só um modelo de buquê para a Páscoa e vi que teve uma boa aceitação. Agora, tenho outras três versões e as encomendas estão boas”, conta Alexandrina. Ela conta que a plataforma de trocas tem sido uma boa vitrine, além de receber muitas encomendas em X$. “Os pedidos são muitos e para a próxima semana espero que aumente ainda mais”, afirma.De acordo com o fundador da plataforma de permutas, este também é um bom momento para os consumidores que não dispõem de recursos em reais, mas não querem deixar de aproveitar a data. “Às vezes a pessoa não tem dinheiro disponível para comprar chocolates na Páscoa ou até para suprir alguma outra necessidade, mas tem algum produto ou serviço que pode oferecer para troca. Com um cadastro gratuito e simples, ele pode entrar no sistema, fazer a troca e adquirir o que quiser sem ter que investir em reais”, explica

Sobre a XporY.com

Criada em 2014, a X por Y tem como objetivo promover a economia colaborativa, mostrando uma alternativa para profissionais e empresas gerarem valor com seus serviços e produtos. Na XporY.com tudo é negociado em X$. Os créditos na moeda digital podem ser consumidos com quaisquer produtos ou serviços oferecidos por seus mais de 8 mil associados, sem o uso de reais. “Os profissionais continuam produtivos, as empresas mantêm o seu giro de estoque e, de quebra, aumentam seu poder de compra. Sem falar que a X por Y também funciona como uma vitrine para a empresa e para o profissional autônomo”, explica Rafael Barbosa, que ainda completa que a ideia nasceu de modelos de plataformas de escambo criadas nos Estados Unidos.